13 julho

Brasil, Portugal, Burkina Faso e Bangladesh, domingo, no UIA2021RIO!

Carla Juaçaba, Eduardo Souto de Moura, Nuno Sampaio, Francis Kéré […]

Carla Juaçaba, Eduardo Souto de Moura, Nuno Sampaio, Francis Kéré e Marina Tabassum estão entre os keynote speakers do 27º Congresso Mundial de Arquitetos

No dia 18 de julho, o UIA2021RIO promoverá o Diálogo Portugal-Brasil, com a presença dos keynote speakers Eduardo Souto Moura, Carla Juaçaba e Nuno Sampaio.

Natural do Porto, em Portugal, Eduardo Souto de Moura, antes mesmo de formar-se arquiteto pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, em 1980, já colaborava com importantes nomes da arquitetura portuguesa como Álvaro Siza Vieira. Em 1981, recém-graduado, venceu o concurso para o projeto da Casa das Artes, centro da Secretaria de Cultura do Porto, o que revelou seu talento internacionalmente. Ainda em sua cidade natal, destacou-se com o projeto de arquitetura para o metrô. Outras obras relevantes de sua autoria são o Mercado Municipal de Braga, o Estádio Municipal de Braga, a Casa da Histórias Paula Rego, em Cascais, e o pavilhão de 2005 para a Serpentine Gallery, nos Jardins de Kesington, na Inglaterra. Como professor convidado, lecionou em Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurich, Lausanne e Mantova. É um dos arquitetos mais premiados de Portugal tendo conquistado o Pritzker, em 2011, o Prêmio Wolf, em 2013, o Prêmio Piranesi, em 2017 e, em 2018, o Leão de Ouro na Bienal de Veneza.

A carioca Carla Juaçaba é radicada em Londres, onde dirige o Carla Juaçaba Studio. Foi a vencedora da primeira edição do Prêmio arcVision – Mulheres e Arquitetura, da Itália. Nos anos 2000 trabalhou em vários projetos residenciais: Casa Atelier (2001), Casa Rio Bonito (2005), Casa Varanda (2007) e Casa Mínima (2008). Em 2012, realizou o projeto do Pavilhão Humanidade para a Conferência das Nações Unidas sobre Sustentabilidade Rio+20, instalado no Forte de Copacabana. Em 2018, venceu o AR Emerging Architecture Awards e foi convidada pelo Vaticano para participar da 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza, onde projetou uma das 10 capelas do Pavilhão de Santa Fé, ao lado de projetos de nomes icônicos da Arquitetura como Eduardo Souto de Moura e Norman Foster. Carla Juaçaba tem presença regular no meio acadêmico, tendo feito palestras na Graduate Schooll of Design (GSD de Harvard; na Columbia University GSAPP; e na Academia di Architettura Mendrisio (Suíça). Participou também de Workshop na Universidade IUAV di Venezia 2014 e foi júri na Bienal Ibero Americana da BIAU em Madrid 2012 e 2019.

Nuno Sampaio tem a sua prática profissional como arquiteto com escritório próprio desde o ano 2000 e, entre outros projetos, é autor da reconversão do Centro Histórico de São Martinho de Mouros e do Projeto Expositivo do Museu Nacional dos Coches com Paulo Mendes da Rocha. Foi mestre e professor convidado da ETSA Barcelona da Universitat Politecnica da Catalunya (UPC). Em paralelo à sua prática profissional, mantém atuação na defesa e promoção da arquitetura, tendo participado da Ordem dos Arquitetos, da Trienal de Arquitetura de Lisboa e de diversas exposições e seminários nacionais e internacionais. É presidente da Estratégia Urbana – Laboratório de Inovação e diretor da Casa da Arquitectura, em Matosinhos, Portugal.

Além de destacarem as produções portuguesa e brasileira, as influências culturais e a troca de experiências entre arquitetos dos dois países, Eduardo, Carla e Nuno prestarão homenagem ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha, presidente do Comitê de Honra do UIA2021RIO, falecido em maio, aos 92 anos.

Ainda no domingo, o Congresso trará outros dois keynote speakers: Diébédo Francis Kéré, de Burkina Faso, e Marina Tabassum, de Bangladesh.

Francis Kéré nasceu em 1965, numa aldeia com cerca de 3 mil habitantes em Burkina Faso, pequeno país africano. Formou-se arquiteto pela Universidade Técnica de Berlim e tornou-se reconhecido internacionalmente por seu trabalho visionário e com intensa atuação social. Ainda quando estudante, criou a associação Schulbausteine für Gando e conseguiu fundos para erguer a primeira escola em sua aldeia, o que lhe rendeu o prêmio internacional Aga Khan em 2004. No ano seguinte, fundou em Berlim, o escritório Kéré Architeture. Seus projetos na África – escolas, centros culturais, vilas – o consagraram como um agente de transformação social. Kéré preconiza o uso de métodos construtivos locais em concepções sustentáveis e defende ainda a participação ativa da comunidade.   Autor de projetos para países com culturas muito diferentes, como Mali, Iêmen, China, Estados Unidos, Francis Kéré coleciona uma série de prêmios e títulos. Em 2009, recebeu o Global de Arquitetura Sustentável; em 2010, o BSI Swiss Architectural Award; e, em 2014, o Schelling Architecture Award. Participou também, em 2017, da prestigiada Serpentine Gallery, em Londres. Dentre seus projetos, destacam-se a Assembleia Nacional de Burkina Faso, o Pavilhão de Pequim, o Porto de Zhoushan, na China, o Parque Nacional do Mali, o Teatro Satélite Volksbuhne, no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

Marina Tabassum nasceu em Dhaka, Bangladesh, onde se formou em 1994. No ano seguinte fundou o estúdio Urbana. Conquistou o primeiro Prêmio para o Monumento da Independência e Museu da Guerra de Libertação, concedido pelo Primeiro Ministro de Bangladesh Sheikh Hasina (1997) e o Prêmio Arquiteto do Ano, concedido pelo vice-presidente indiano Bhairon Singh Shekhawat (2001). Em 2004 foi finalista do prêmio Aga Khan e venceu o Anannya Top Ten Awards (2004). Em 2005 fundou o escritório com seu nome e começou a dar aulas na BRAC University. Ela também leciona na University of Asia Pacific e é Diretora do Programa Acadêmico do Instituto de Arquitetura, Paisagens e Assentamentos de Bengala desde 2015. Em 2016, ganhou o Prêmio Aga Khan de Arquitetura pelo projeto da Mesquita Bait-ur-Rouf em Dhaka, Bangladesh. Em 2020, Tabassum foi listada pela revista Prospect como a terceira maior pensadora da era COVID-19. Em 2021, ganhou o Prêmio Memorial Arnold W. Brunner.