17 julho

Moinho Fluminense: uma história que será contada no UIA2021RIO

Livro sobre um dos patrimônios históricos e arquitetônicos da região […]

Livro sobre um dos patrimônios históricos e arquitetônicos da região portuária do Rio de Janeiro será lançado no 27o Congresso Mundial de Arquitetos

Localizado na região portuária do Rio de Janeiro, entre o cais do Valongo, porta de entrada de milhares de africanos escravizados no século 19 , e a primeira favela do Brasil, o Morro da Providência, testemunha e motor do desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro, o Moinho Fluminense foi palco de importantes fatos históricos, como a Revolta da Armada e a Revolta da Vacina. Até meados de 2016, produziu toneladas de grãos, abastecendo um país que aos poucos substituiu a farinha de mandioca pelo trigo. Agora, o Moinho Fluminense, primeira fábrica de moagem industrial do Brasil, tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), é tema de um livro que conta suas sua história no contexto da formação da cultura carioca e brasileira.

Moinho Fluminense_Memória  resgata a ocupação do Rio de Janeiro desde os tempos coloniais para mostrar como a cidade nasceu do porto e, a partir dele, está renascendo.

O livro será lançado, neste domingo, 18 de julho, a partir das 19 horas (GMT-3) na sessão MUNDO DOS LIVROS do 27º Congresso Mundial de Arquitetos.

Fruto de um trabalho minucioso de pesquisa, o livro foi idealizado pela Autonomy Investimentos – atual proprietária da edificação – e editado pela Editora Automática. Os textos são de Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, Eliane Canedo, Maria Pace e Piedade Grinberg.

São apresentados os seguintes elementos: a história da região do porto e Gamboa, desde o século XVI até os dias de hoje; os trabalhos de fotógrafos que registraram imagens do empreendimento e de seus arredores; as histórias das personagens que atuaram na sua origem;  fatos e curiosidades sobre o período de atividade do Moinho; e, por fim, a descrição da evolução arquitetural da edificação. O livro traz ainda um ensaio fotográfico do líder comunitário do Morro da Providência Maurício Hora.

“Um presente. Esta é a palavra que melhor define o que a Autonomy Investimentos encontrou ao se deparar com o Moinho Fluminense e, em 2019, concluir sua aquisição. E um presente é o que pretendemos entregar para a cidade do Rio de Janeiro nos próximos anos, ao finalizarmos o projeto de requalificação deste que é um dos raros patrimônios histórico-industriais do país”, ressalta Roberto Miranda de Lima, CEO da Autonomy.

Os congressistas do UIA2021Rio terão acesso a uma edição virtual do livro exclusiva.

E, além do lançamento do livro, o UIA2021RIO também traz com exclusividade para os seus congressistas um debate sobre o novo projeto da Autonomy para o Moinho Fluminense e os desafios e perspectivas da região portuária do Rio.

Para saber mais sobre o livro, assista o mini-doc:

 

Sobre os autores:

 

Augusto Ivan de Freitas Pinheiro

Arquiteto e Urbanista pós- graduado em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ e pelo Institute for Housing Studies, Rotterdam. Ex-Coordenador do projeto Corredor Cultural do Centro do Rio de Janeiro.Ex Sub-Prefeito do Centro do Rio de Janeiro.Ex-professor de Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica. Ex-Secretário de Urbanismo da Cidade do Rio de Janeiro. Ex-Presidente do Instituto Rio Patrimônio Cultural da Humanidade. Ex- Conselheiro Consultivo de Patrimônio Cultural dos Conselhos Municipal, Estadual e Federal de Proteção do Patrimônio Histórico e Cultural. Autor de diversos livros, ensaios e artigos, sobre a cidade do Rio de Janeiro.  2º lugar do Prêmio Jabuti de Arquitetura e Urbanismo e Artes em 2008. Contemplado com a Medalha Mario de Andrade do IPHAN, 2017. Autor de diversos livros, ensaios e artigos, sobre a cidade do Rio de Janeiro.

 

Cristiane Titoneli

Graduada em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto. Pós-graduada em Direito Civil Constitucional pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Pós-Graduada em Direito Urbanístico e Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica-PUC/MG (Em andamento).  Exerceu a advocacia empresarial até se tornar servidora pública Federal.  Atualmente é Assessora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, onde auxilia nos feitos relativos à Tutela dos Direitos Coletivos, à Proteção do Patrimônio Público e à Improbidade Administrativa. Pesquisadora colaboradora do Livro Baía de Guanabara, da e co-autora do Livro Leblon, ambos da editora Andrea Jakobssen Estúdio.

 

Eliane Canedo de Freitas Pinheiro

Arquiteta e Urbanista pós- graduada em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ e pelo Institute for Housing Studies, Rotterdam. Ex-Subsecretária de Estado de Meio Ambiente.  Ex-Analista Ambiental da Fundação Estadual de Meio Ambiente.  Consultora do Centro de Pesquisas Urbanas do Instituto Brasileiro de Administração Municipal. Ex integrante do Programa de Cidades Históricas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.  Autora de diversos livros, ensaios e artigos, sobre a cidade do Rio de Janeiro. 2º lugar do Prêmio Jabuti de Arquitetura e Urbanismo e Artes em 2008.

 

Maria Pace Chiavari

Possui graduação em Arquitetura – Università degli Studi di Firenze (1970), com experiência na área de Urbanismo, Foi aceita no Troisième Cycle do Institut de Urbanisme, Universitè Paris VIII, Vencennes (1974-1977) antes de chegar ao Brasil (1977) e entre 1981-83 seguiu o curso do PROURB /FAU- UFRJ. Atuou entre 1986-2009 no Instituto italiano de Cultura do Rio de Janeiro na área de organização de eventos culturais. Como pesquisadora autônoma concentrou seus interesses sobre a história da fotografia e o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro do século XIX e início do século XX, escrevendo diferentes artigos em revistas e participando de seminários sobre Arte e Urbanismo no Brasil.

 

Mauricio Hora

Maurício faz parte da terceira geração do Morro da Providência, a favela mais antiga do Brasil. Fotógrafo e líder comunitário, vem atuando pela melhoria de vida dos moradores e contribuindo para a preservação da memória da região portuária. Criou, em 2013, a cooperativa de artes visuais Zona Imaginária. Com o fotógrafo francês JR, fundou, na sua comunidade, o Centro de Educação, Arte e Apoio Social Casa Amarela. Maurício é também quilombola do Quilombo Pedra do Sal.

Maurício participou de diversas exposições, em especial a coletiva Do Valongo à Favela: Imaginário e Periferia, com curadoria de Clarissa Diniz e Rafael Cardoso (Museu de Arte do Rio, 2015). Participou também das individuais O Olho da Favela sobre a Cidade (Centro Cultural José Bonifácio, 1998), Morro da Favela à Providência de Canudos (Centro Cultural do BNDES, 2017) e Zona Imaginária (2021).

Coordena oficinas e projetos de formação de jovens em fotografia e multimídia.

 

Piedade Epstein Grinberg

Possui graduação em Educação Artística Habilitação em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1979); especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil, PUC-Rio 1980-1982 e mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996). Foi diretora de departamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro de 1993 a 2017; professora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da mesma Universidade de 2002 a 2016 tendo participado de cursos de pós graduação na Universidade Cândido Mendes. Tem experiência na área de História, com ênfase em História da Arte Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: arte brasileira, artes plásticas, arte moderna e contemporânea, critica de arte e arquitetura brasileira.