5 abril

CORPOS NO MUNDO – a curadoria artística do UIA2021RIO

Uma das surpresas para os espectadores do UIA2021RIO em março […]

Uma das surpresas para os espectadores do UIA2021RIO em março foi o conteúdo artístico que acompanhou cada um dos debates em correlação aos temas abordados no eixo Fragilidades e Desigualdades.

A curadoria artística CORPOS NO MUNDO é uma iniciativa da arquiteta Ligia Tammela, copresidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Rio de Janeiro (IAB-RJ) com a historiadora e produtora cultural Pâmela Carvalho, coordenadora do eixo Arte, Cultura, Memórias e Identidades na organização Redes da Maré.

Juntas elas elaboraram um circuito com artistas das periferias e favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de apresentar suas pesquisas artísticas, reflexões, deslocamentos e tensionamentos.

“O nosso intuito é ancorar o evento virtual ao território, ampliando o debate acerca do corpo e sua relação com o espaço e da arte urbana como expressão das cidades”, explica Lígia.

Do alto, da margem, de dentro da favela – múltiplas visões das Fragilidades e Desigualdades do Rio para o mundo

A primeira apresentação foi de Tais Almeida, que, do alto do Morro da Primavera, em Cavalcanti, Zona Norte do Rio de Janeiro, dançou e falou sobre a relação de seu trabalho com a cidade. Formada em Dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela fez das lajes o seu palco, mostrando a arte no contexto cotidiano da favela.

Brainer Lua foi outra artista escolhida para o Corpos no Mundo. Ela é estuda Dança na UFRJ e é dançarina do Centro de Artes da Maré. A Linha Amarela, uma das mais importantes – e mais movimentadas – vias expressas da cidade do Rio de Janeiro, foi o local da sua apresentação. É a via que margeia a Maré, separando o complexo de favelas da cidade formal; e que cruza a vida da artista no dia a dia.

Na terceira apresentação do mês de março, Diego Reis, dançando sobre um longboard, mostrou os caminhos internos da comunidade de Nova Holanda, uma das 16 favelas que formam o Complexo da Maré, com cerca de 11 mil moradores. Diego diz que sua arte, auto-representativa, é uma estratégia de contestação.

As apresentações estão disponíveis no Canal do UIA2021RIO no YouTube.

Em abril, Corpos no Mundo apresentará uma instalação artística na região portuária do Rio; uma performance de dança na Pequena África, centro da cidade; e uma ação percussiva em Cavalcanti, na Zona Norte.

Não percam: as apresentações antecedem os debates da Semana Aberta Diversidade e Mistura.

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