7 julho

Conexão Brasil-Dinamarca

Simpósio e lançamento de plataforma expositiva criam ponte entre as […]

Simpósio e lançamento de plataforma expositiva criam ponte entre as Capitais Mundiais da Arquitetura – Rio (2021) e Copenhague (2023)

 

Como parte das atividades do UIA2021RIO, o Instituto Cultural da Dinamarca, nos dias 16 e 17 de julho, realiza um simpósio e lança plataforma expositiva para potencializar as conexões entre o Brasil e a Dinamarca no campo de urbanismo sustentável. O evento destaca as Capitais Mundiais da Arquitetura: o Rio de Janeiro, em 2021, e Copenhague, próxima sede do Congresso Mundial de Arquitetos, em 2023.

No simpósio serão discutidas as relações entre design urbano e sistemas alimentares e entre comunidades locais e bens comuns. Haverá ainda um debate sobre experiências que transformaram a cidade de Copenhague e podem inspirar iniciativas de desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro.

As atividades, nos dois dias de evento, serão transmitidas pela página Ao Vivo do UIA2021RIO.

 

Plataforma expositiva

Com o lançamento da plataforma expositiva, o Instituto Cultural da Dinamarca procura mostrar a importância de se construir o futuro de maneira colaborativa: são apresentadas iniciativas locais que promovem inspiração em nível global.

A base da plataforma é uma versão digital da exposição Commons & Communities, criada pelo Comitê de Arquitetura da Fundação de Arte Dinamarquesa em 2019.

Iniciativas da Dinamarca e de outros países são apresentadas de forma simples e clara, com design de fácil impressão no formato A3, disponibilizado gratuitamente. A exposição também favorece trocas, colaborações e cocriações sobre seu tema central: o manejo e a preservação de recursos comuns.

Como uma caravana virtual, a mostra acumulará, durante dois anos, soluções e perspectivas desenvolvidas no Brasil, China, Rússia, Turquia, Dinamarca e países bálticos (Estônia, Letônia, Lituânia), até culminar em uma exposição multimídia no 28º Congresso Mundial de Arquitetura, em Copenhague, em 2023.

A plataforma local no Brasil funcionará como piloto e os demais países lançarão suas edições locais no início de 2022. Além de projetos existentes, a versão brasileira também incorpora iniciativas em desenvolvimento. Profissionais de várias disciplinas – artistas, antropólogos, sociólogos e ativistas, além de arquitetos e urbanistas – são convidados para intercâmbios sobre novas práticas, estratégias, projetos e ferramentas. “A intenção é que essas conexões e trocas de saberes distintos estimulem novas iniciativas socialmente construtivas, que, por sua vez, tenham a possibilidade de se tornarem objeto de registro abertamente disponibilizado, ampliando tanto o acervo quanto as possibilidades de mais conexões e propostas”, destaca Guto Santos, coordenador local da plataforma expositiva no Brasil.

A primeira fase curatorial está sendo realizada com interação entre universidades, atores locais e o ICD, para definição de projetos e processos locais a serem apresentados. Futuramente, novo grupo curatorial, liderado pela direção do UIA2023 CPH, fará a seleção de conteúdos a serem incluídos na exposição multimídia em Copenhague.

R-URBAN (Londres), uma das iniciativas apresentadas na exposição

 

Vida Local

Iniciado em março de 2020, como parte do programa oficial da UNESCO para a Rio Capital Mundial da Arquitetura, o projeto Vida Local envolve residentes locais, estudantes de arquitetura, ONGs e instituições, em processos participativos de design urbano no bairro de Rio Comprido, na vulnerável Zona Norte do Rio de Janeiro. Coordenador do projeto, o dinamarquês Jesper Koefoed-Melson apresentará a metodologia, os objetivos e as atividades já implementadas e planejadas para 2022.

 

Foodscapes

Como o espaço urbano afeta o que comemos, e vice-versa? A metodologia Foodscapes, da Gehl Architects, empresa dinamarquesa de arquitetura, explora a relação entre design urbano e sistemas alimentares, de forma prática e analítica. Sophia Schuff, gerente do projeto na Gehl, apresentará o conceito e comentará as intervenções em Londres, Copenhague e Bogotá e as atividades planejadas para o Brasil em 2022.

 

Capital Mundial da Arquitetura

O significado do título de Capital Mundial de Arquitetura, concedido pela UNESCO pela primeira vez ao Rio de Janeiro, será também apresentado e debatido durante o simpósio.

 

By & Havn

A By & Havn (“Cidade e Porto”, em dinamarquês) é uma empresa de desenvolvimento e manutenção urbana, responsável pela criação de distritos urbanos em Copenhague, entre eles, os bairros de Ørestad e Nordhavn. As receitas das atividades são canalizadas para bens comuns, como financiamento de grandes projetos de infraestrutura – incluindo o metrô, espaços públicos, cais, portos, parques e iniciativas nos novos distritos urbanos. O trabalho será também apresentado no simpósio.

 

Experimento artístico no espaço urbano (Nova Zelândia): outro projeto da Plataforma Expositiva

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

 

16 DE JULHO

 

9h

Abertura – Anders Hentze, Diretor do Instituto Cultural da Dinamarca no Brasil, e Guto Santos, Arquiteto

 

9h15

Vida Local Rio – Criando comunidades de bem-estar (Liveable Communities) por meio de envolvimento dos cidadãos, cultura e capacitação – por Jesper Koefoed-Melson – Dinamarca

 

9h35

Comunidades e os Bens Comuns – Lançamento da plataforma expositiva e acumulativa online:

 

10h20

Colocando Foodscapes Saudáveis na Pauta – uma prática que explora a relação entre design urbano e sistemas alimentares – por Sophia Schuff, Gerente de Projeto da Gehl Architects – Dinamarca/EUA

 

10h55

Debate com o público

 

11h30

Encerramento

 

17 DE JULHO

 

9h

Abertura – por Anders Hentze e Guto Santos

Capital Mundial de Arquitetura – A formação de uma rede global de cidades – por Paulo Protásio

 

9h25

By & Havn – Um modelo de financiamento de desenvolvimento urbano a partir do caso “Como a criação dos bairros Ørestad e Nordhavn financiou o Metrô de Copenhague” – por Rita Justensen, Diretora de Planejamento e Sustentabilidade da By & Havn – Dinamarca

 

9h50

O bairro da Central – Um novo bairro acima dos trilhos cobertos da Central do Brasil, visto em uma perspectiva global – por Søren Hansen, Chefe de Desenvolvimento de Urbanismo na Henning Larsen/Rambøll – Dinamarca

 

10h20

Uma Nova Linha de Metrô no Rio de Janeiro – Onde, como, por quê? – por Carlos Murdoch, Arquiteto e Urbanista, Professor e Coordenador do Programa de Arquitetura na Universidade Veiga de Almeida (RJ) – Brasil

 

10h55

Foco Financeiro – Painel de discussão sobre como as experiências de Copenhague

podem inspirar iniciativas no Rio de Janeiro – entre elas uma nova linha de metrô ligando o centro da cidade ao Aeroporto Internacional do Galeão – participação do Secretário de Planejamento Urbano, Washington Fajardo; da arquiteta e Vereadora, Tainá de Paula; do presidente do CAU-RJ, Pablo Benetti; do consultor Paulo Protásio, entre outros.

 

12h15

Debate com o público

 

13h

Encerramento

 

Sobre os convidados:

 

Anders Hentze – Country Manager do Instituto Cultural da Dinamarca no Brasil desde maio de 2020, anteriormente Diretor Interino, Diretor Adjunto e Consultor Sênior. Formado na The New School for Social Research, Nova York 1997 (Fulbright Scholar), e no Conservatório RMC, Copenhagen 1992. Residente no Brasil desde 2012. Curador e gerente de projeto do programa cultural no pavilhão dinamarquês durante as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Coordenou estudos de gestão e comunicação na Copenhagen Business School entre 2017 e 2019. Tem ampla experiência com intercâmbio cultural dinamarquês-brasileiro, tanto em nível institucional, quanto com a prática de produção no Brasil.

 

Carlos Murdoch – Arquiteto e Urbanista (FAU-UFRJ), com mestrado em Sustentabilidade (PROARQ). Coordenador da graduação de Arquitetura e da pós-graduação em Cidades Sustentáveis na Universidade Veiga Almeida (UVA). Coordenador do grupo de pesquisa urbana LabStrategy (Universidade Mackenzie, São Paulo). Atua na área de sustentabilidade e na elaboração de cenários urbanos futuros, inclusive como palestrante por todo o Brasil. Professor convidado da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto de Economia da UFRJ. Diretor do escritório Murdoch+ Arquitetos Associados, onde desenvolve projetos e obras, além de consultorias em eficiência energética e sustentabilidade até o planejamento de cidades.

 

Ellen Braae – Arquiteta, Professora de Teoria e Método da Arquitetura Paisagista na Universidade de Copenhagen. Presidente do Comitê de Arquitetura da Fundação de Arte Dinamarquesa. Chefe do grupo de pesquisa ‘Arquitetura Paisagista e Urbanismo’. Sua pesquisa atual enfoca “paisagens de bem-estar” e o papel do espaço público.

 

Guto Santos – Arquiteto e urbanista (FAU-UFRJ), com pós-graduação pela Universitat Politècnica de Catalunya em Barcelona e mestrado em arquitetura paisagística (PROURBUFRJ). Tem atuado bastante em processos participativos de ativismo urbano, como o coletivo Baixo Rio, criado em 2017. Foi coordenador de projetos de engenharia e arquitetura e superintendente na Secretaria Estadual de Infraestrutura e Obras do Governo do RJ. Participa da coordenação-geral do UIA2021RIO; é parceiro no projeto Vida Local Rio, e Coordenador Local do projeto Comunidades & Bens Comuns, ambos idealizados e realizados pelo ICD.

 

Jesper Koefoed-Melson – fundador e CEO da Vida Local ApS. Possui mestrado em Pedagogia e Design de Performance pela Universidade de Roskilde (2008) e diploma em Arte e Gestão Cultural pelo Performing Arts Development Center (2011). Cofundador e sócio da GivRum, especialista em processos co-criativos de desenho urbano voltados para o usuário. Ampla experiência nacional e internacional com projetos de desenvolvimento urbano democrático para municípios, fundações, incorporadores, organizações de interesse e estados, incluindo desenvolvimento de negócios em centros de cidades, capacitação em áreas habitacionais vulneráveis, economia social e patrimônio cultural, estratégias de assentamento em áreas rurais, mobilidade social e empreendedorismo.

 

Paulo Protásio – Consultor e empresário formado em Direito com extensão em Administração de Empresas e Marketing. Fundou e preside a Câmara Empresarial Rio, uma das iniciadoras da Coalizão Rio. É presidente do Conselho CODEMEC e membro do Conselho Superior da FUNCEX. Presidiu a Associação Comercial do Rio de Janeiro entre outras instituições relevantes no estado. Foi promotor da Rio 92 e de várias iniciativas voltadas ao setor internacional de desenvolvimento sustentável. Atualmente, coopera com o Governo do Rio de Janeiro na realização do Bicentenário da Independência do Brasil e na comemoração da RIO+30.

 

Rita Justesen – Arquiteta e Urban Designer (Royal Danish School of Architecture, 1985). Chefe de Planejamento e Sustentabilidade, By & Havn (2013-); Chefe de Planejamento Urbano, By & Havn (2007-2013); Consultora Chefe do Centro de Desenho Urbano, Município de Copenhague (2006-2007); Arquiteta, Centro de Desenho Urbano, Município de Copenhague (1987-2006); Arquiteta, Administração Técnica, Município de Korsør (1986-1987); Membro do Conselho de Representantes, The Danish Town Planning Institute (2011-); Membro do Conselho de Administração, By & Havn (2007-2009).

 

Sophia Schuff – Gerente de Projetos na Gehl Innovation, com atuação em pesquisas nas áreas de ciências sociais, sustentabilidade e complexidades socioculturais. Tem formação em antropologia, desenvolvimento social e ciência da sustentabilidade, e é professora universitária em Copenhagen, frequentemente dando palestras pela Escandinávia. Gerencia o Programa Gehl Foodscape, visando a criação de espaços urbanos que conduzam a hábitos alimentares saudáveis. Como uma das forças motrizes por trás do desenvolvimento dos métodos pioneiros de Gehl no campo, colabora com EAT, C40, FAO, Novo Nordisk e a cidade de Copenhagen para integrar as pesquisas mais recentes em design urbano sustentável.

 

Søren Hansen – M.Sc. Mestre em Engenharia pela Universidade Técnica da Dinamarca, com especialização em Planejamento Urbano e Transporte, com mais de 30 anos de experiência em planejamento urbano acompanhando as implicações da globalização, as novas tecnologias e os novos quadros e demandas demográficas. Søren desenvolveu os Conceitos de Liveable Cities de Ramboll, que foram testados em projetos de desenvolvimento urbano em todo o mundo. Vencedor de vários primeiros prêmios em competições de arquitetos nacionais e internacionais.