19 julho

ArchiTaks: veja os palestrantes desta terça

Nesta terça-feira, a programação do UIA2021RIO traz quatro grandes arquitetos […]

Nesta terça-feira, a programação do UIA2021RIO traz quatro grandes arquitetos representando diferentes contextos em palestras de 20 minutos – as ArchiTalks.

São eles:

Miguel Pinto Guimarães (Brasil)

Formado pela FAU/UFRJ em 1997, Miguel Pinto Guimarães fundou seu primeiro escritório precocemente aos 18 anos, com o arquiteto Thiago Bernardes, filho de Claudio Bernardes, arquiteto já consagrado no Rio de Janeiro. Com a morte de Claudio Bernardes, os jovens Miguel e Thiago assumiram o escritório, renomeado Bernardes Jacobsen Guimarães. Em 2003, Miguel fundou o MPG Arquitetos Associados (MPGAA) e, desde então, já realizou mais de 500 projetos por todo o país e no exterior. Inicialmente focado em projetos residenciais, o escritório hoje apresenta um portfólio bastante expressivo e diversificado, com galerias de arte, museus, teatros, escolas, restaurantes e projetos urbanos de grande escala.

 

Pedro Rivera (Brasil)

Pedro Rivera é um arquiteto e urbanista cuja obra flui entre o design e a pesquisa, concentrando-se nas relações entre arquitetura, arte e desigualdade urbana. É cofundador da RUA Arquitetos, no Rio de Janeiro. Entre 2011 e 2017, foi diretor e curador, no Rio, do Studio-X, iniciativa da Columbia University Graduate School of Architecture, Planning and Preservation que reúne profissionais e estudantes de diferentes áreas para propor soluções urbanas. Rivera teve obras expostas no MoMA (Nova York), MAK (Viena), Carnegie Museum of Art (Pittsburgh), Het Nieuwe Instituut (Rotterdam) e MAM São Paulo. Também participou das bienais de arquitetura de Hong Kong / Shenzen (2014), Chicago (2015), Veneza (2016) e São Paulo (2017).

Na Rua Arquitetos, seu trabalho de design vai do Clube do Campo de Golfe Olímpico Rio 2016 a galerias de arte e espaços culturais para ONGs nas favelas cariocas.

É mestre em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi professor assistente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010-13). É presença constante como crítico e palestrante em diversas instituições internacionais, incluindo GSAPP, ETH Zurich, Princeton, Nieuwe Instituut, entre outras.

 

Rui Leão (Macau, China)

De família indiana (Goa), o presidente do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), Rui Leão, nasceu em São Tomé e Príncipe e morou em Lisboa, mas radicou-se e consolidou sua carreira como arquiteto, urbanista e professor em Macau, China. Formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, Rui Leão completou seu doutorado em Arquitetura e Urbanismo no Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), Austrália. Rui exerce também atividade editorial relacionada a patrimônio e urbanismo. Junto com Carlotta Bruni, fundou em 1996 a empresa LBA Arquitectura e Planeamento, sediada em Macau. Sua obra inclui a Praça Nam Van (medalha de Ouro da Arcasia 2005-06), o Parque Urbano Sai Van (medalha de Ouro AAM), a Sala de Leitura da Escola Portuguesa de Macau (Prêmio de Inovação em contexto histórico pela UNESCO em 2012), a renovação do edifício do quartel dos Mouros, incluído na Lista do Património Mundial da UNESCO, a Habitação Pública no Fai Chi Kei (medalha de Ouro AAM,2017). Rui Leão é presidente do centro de pesquisa Docomomo Macau, vogal do Conselho de Planeamento do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (CPU/RAEM) e Coordenador da Comissão Temática de Ambiente, Cidades e Território da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

Lucia Cella (Argentina)

Lucia Cella é formada pela Universidade de Buenos Aires, cursou o Programa de Arquitetura e Tecnologia da Universidade Di Tella e fez mestrado na Universidade de Navarra. Desde 2014 trabalha no Estudio Cella, na cidade de Posadas, capital da província de Misiones, na Argentina.

Seu interesse por tecnologias alternativas a levou a participar de projetos de autoconstrução em comunidades indígenas e educacionais. Em 2017, foi finalista do Prêmio Weelwright concedido pelo Harvard GSD com o projeto “A profundidade da fachada”. É professora associada do projeto na Universidade Católica de Santa Fé, campus Posadas, onde leciona desde 2014.

Também faz parte da pesquisa “Quando Misiones era Moderna” sobre edifícios feitos em Misiones a partir de quando tornou-se província, de 1955 e 1965.

 

Foto de capa: Capilla Santa Ana, Misiones, Argentina / Lucia Cella