4 maio

Paulo Mendes da Rocha é premiado com a Medalha de Ouro da UIA

Outros cinco prêmios foram anunciados e serão entregues em julho […]

Outros cinco prêmios foram anunciados e serão entregues em julho no 27º Congresso Mundial de Arquitetos

A União Internacional de Arquitetos (UIA) anunciou nesta terça-feira, 4 de maio, os vencedores de seus prêmios anuais e da Medalha de Ouro, que foi conquistada pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, presidente do Comitê de Honra do 27º Congresso Mundial de Arquitetos – UIA2021RIO. Ele participará do evento também como keynote speaker, apresentando-se em julho.

Paulo Mendes da Rocha, hoje com 92 anos, acumula reconhecimentos relevantes como o Pritzker, o maior prêmio da Arquitetura no mundo, conquistado em 2006, e o Leão de Ouro, que destacou o conjunto de sua obra na Bienal de Veneza em 2016. Mendes da Rocha foi o primeiro brasileiro a receber a distinção.

Com Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha inaugurou a chamada Escola Paulista de Arquitetura, que destacava o papel social e humanista do arquiteto. Entre seus projetos destacam-se o Museu Brasileiro de Escultura (1988), a reforma da Pinacoteca do Estado de São Paulo (1993), o Centro Cultural da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (1996), o Museu da Língua Portuguesa (2006), o projeto das novas instalações do Museu Nacional dos Coches, na zona de Belém, em Lisboa.

O júri da Medalha de Ouro da UIA destacou a ousadia e o virtuosismo técnico do arquiteto.  “A Medalha de Ouro UIA de Paulo Mendes da Rocha exemplifica uma vida de realizações ao longo de sete décadas que enfatizou a arquitetura como um ato público”, resumiu a UIA no comunicado sobre os prêmios.

A obra de Paulo Mendes da Rocha dialoga com o tema da 27ª edição do Congresso Mundial de Arquitetos – Todos os Mundos. Um só Mundo. Arquitetura 21 – e será apresentada e debatida na sessão que o arquiteto dividirá com a brasileira Carla Juaçaba e o português Eduardo Souto de Moura, também vencedor do Pritzker.

 

Além da Medalha de Ouro, foram anunciados outros cinco prêmios:

Prêmio Robert Matthew, para Ambientes Sustentáveis e Humanos – o vencedor foi Diébedo Francis Kéré, arquiteto de Burkina Faso, que é keynote speaker do UIA2021RIO.

O júri foi unânime ao atribuir o prêmio a Kéré por ter materializado “visões que são ao mesmo tempo utópicas e pragmáticas”. O uso inovador de técnicas de construção locais e a sensibilidade para a cultura e a comunidade foram destacados como “emblemáticos de um compromisso com os valores fundamentais e com a arquitetura sustentável em escala humana”.

Prêmio Auguste Perret para Tecnologia – pela primeira vez, foram dois os vencedores: Anupama Kundoo e Rudy Ricciotti.

Anupama é indiana e também participa do UIA2021RIO com uma ArchiTalk. Ela foi reconhecida pela inovação na utilização de técnicas de construção e materiais locais e por “responder atentamente ao ambiente, ao clima e à cultura”.

O francês Rudy Ricciotti, por sua vez, destacou-se por “seu extraordinário domínio do concreto e pela impressionante flexibilidade da forma, ecoando o próprio Auguste Perret”.

Prêmio Jean Tschumi para Escrita Arquitetural – o vencedor foi Doğan Kuban, da Turquia, historiador da arquitetura e especialista em preservação e restauração. Kuban produziu mais de 70 obras trazendo a grandeza e complexidade da arquitetura turca, islâmica e da Anatólia para o mundo.

Prêmio Patrick Abercrombie para Planejamento e Projeto Urbano – o vencedor foi o espanhol Joan Busquets i Grau, responsável, na década de 1980, por uma importante revitalização urbana no Centro Antigo de Barcelona, sua cidade natal. Foi reconhecido o “significativo impacto social de seu trabalho em uma escala global” e a influência sobre as novas gerações de planejadores e designers urbanos.

Prêmio Vassilis Sgoutas de Arquitetura voltada a Populações Desassistidas – os contemplados foram o casal australiano David Kaunitz e Ka Wai Yeung, “por seu profundo compromisso com design inovador e construção sustentável, implementados com participação local”;  a sul-africana Nadia Tromp, “por seu compromisso social baseado em soluções de design pragmáticas e simples, que promovem a dignidade humana e o envolvimento da comunidade”; e o chinês Jiansong Lu, “cuja abordagem pragmática e elegante da tecnologia arquitetônica moderna melhorou a qualidade de vida dos membros da tribo chinesa Huayao, uma minoria étnica que vive nas montanhas Xuefeng, na província de Hunan, China”.

O júri atribuiu ainda menções à arquiteta indiana Brinda Somaya, por seu trabalho em conservação e restauração. E à equipe da Biuro Projektów Lewicki Łatak, da Polônia, que cria espaços para inclusão de pessoas com necessidades especiais.

Para a escolha dos prêmios, o júri reuniu-se virtualmente em 21 de abril de 2021. Entre os jurados estiveram o presidente da UIA, Thomas Vonier, Nadia Somekh, Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o Presidente da União Africana de Arquitetos (AUA), Victor Leonel, Eva Jiricna, da AI Design, e Kai-Uwe Bergmann, da BIG.

 

Para mais informações sobre os prêmios, visite: https://bit.ly/3h1ni7K

Receba em seu e-mail as últimas
novidades do UIA 2021 RIO.

Ao clicar em Cadastrar, você declara que concorda com nossa Política de privacidade