14 maio

O fazer coletivo

Jane Hall, do Assemble (Reino Unido), e Esteban Benavides, do […]

Jane Hall, do Assemble (Reino Unido), e Esteban Benavides, do Al Borde (Equador), discutem novas formas de trabalho na arquitetura

 

Eles são jovens, trabalham com equipes multidisciplinares e têm olhares e propostas inovadoras que ampliam o campo da arquitetura. Jane Hall, sócia fundadora do coletivo Assemble, na Inglaterra, e Esteban Benavides, do equatoriano Al Borde, são os participantes do primeiro debate do UIA2021RIO na próxima semana. O tema do debate é a Emergência de um novo arquiteto. A mediação é de Francesco Perrotta-Bosch, também jovem, também arquiteto e escritor (autor de uma recente biografia de Lina Bo Bardi).

Os arquitetos discutem aspectos como a contribuição do usuário no planejamento e no desenho arquitetônico e o caráter temporário de algumas obras.

Jane Hall criou o Assemble, em 2010, com outros 17 arquitetos recém-graduados no King’s College da Universidade de Cambridge. Eles transformaram um posto de gasolina desativado em um cinema, o Cineroleum. Depois, fizeram um centro cultural embaixo de um viaduto (Folly for a Flyover). E mais tarde embrenharam-se pelo Granby Four Streets, no Toxteth, subúrbio degradado de Liverpool, onde revitalizaram quatro ruas, com o apoio e a contribuição dos moradores, usando materiais reciclados.

Com este feito, em 2015, o Assemble venceu o Prémio Turner, o mais prestigiado da Europa para as artes visuais, organizado pela Tate Gallery, em Londres. Foi um rebuliço pois, pela primeira vez, o prêmio era concedido não especificamente a um artista por uma obra, mas a um coletivo – e a toda uma comunidade – pela transformação de um espaço público.

Em paralelo ao trabalho com o Assemble, Jane Hall foi vencedora, em 2013, da primeira edição do Lina Bo Bardi Fellowship, programa de bolsas de estudo – sobre o trabalho da arquiteta modernista ítalo-brasileira – concedidas a pesquisadores britânicos.

Folly for a Flyover

Em Quito, no Equador, Esteban Benavides fundou o Al Borde, em 2007, também com seus colegas jovens arquitetos Pascual Gangotena, David Barragán e Marialuisa Borja. Fazer muito com pouco era – e ainda é – um lema para o grupo que tem se destacado com projetos capazes de transformar escassez em estética e empoderamento social. Na palestra, Esteban fala que os desafios enfrentados pelo arquiteto trazem a humildade e levam à colaboração.

Ele também explora bastante o contexto em que tem atuado: a realidade da América Latina. Para Esteban, as necessidades das populações definem os projetos. Além disso, o arquiteto comenta que materiais e técnicas locais têm sido determinantes nos trabalhos do grupo e menciona o uso de couro de vaca em uma de suas obras.

Instalada em um vilarejo litorâneo – Puerto Cabuyal, em Manabí, no Equador – a Escuela Nueva Esperanza é um dos projetos premiados do coletivo. Foi construída a partir de práticas vernaculares e materiais naturais ou reciclados disponíveis no local.

O Al Borde participou de exposições icônicas como “Think Global, Build Social! Architectures for a Better World” (Vienna, 2014) e “Reporting from the Front” na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2016.

Escuela Nueva Esperanza

O debate será exibido abertamente como parte da Semana Gratuita UIA2021RIO – Mudanças e Emergências.

 

Para saber mais sobre a Semana e assistir os debates gratuitos, acesse:

Semana Gratuita UIA2021RIO | Participe gratuitamente! (maio)

 

 

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