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Novos olhares de estudantes para os espaços públicos urbanos

19/11/2020

Um píer cortando a praia de Copacabana, um “lugar de festa” – nas palavras de Paulo Mendes da Rocha – entre os rios Tietê e Tamanduateí, um novo mobiliário sustentável para áreas de estacionamento, um complexo multiuso – para lazer, cultura e educação – em uma cidade rural. Essas foram algumas das propostas apresentadas por estudantes de arquitetura de todo o Brasil na quarta edição da mostra Novos Olhares, promovida pela ABEA (Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo).

O tema da edição – Espaços Públicos – pareceu um tanto sugestivo e inspirador: foram inscritos 48 projetos com diferentes dimensões, escalas, complexidades e objetivos. Sugerem, por exemplo, a qualificação ou requalificação de orlas fluviais ou marítimas; espaços livres tradicionais, como praças e parques; espaços livres associados a equipamentos públicos ou edifícios históricos; ou a qualificação de espaços associados ao sistema viário e à mobilidade. As inscrições foram feitas por 20 escolas, de sete estados brasileiros.

A comissão de avaliação percebeu que “alguns trabalhos encaram as limitações e condicionantes existentes com cautela e moderação, outros fazem especulações livres de qualquer limitação econômica ou legal. Alguns chegam a definir detalhes construtivos e materiais, outros apontam possibilidades espaciais sem cuidar dos aspectos estruturais ou técnicos. Alguns trabalhos desenvolvem projetos na escala do desenho urbano, outros do desenho do objeto”.

Ao final, 15 projetos foram selecionados:

A porteira do Brás, o Caminho do Rio: proposta de desenho urbano para a Avenida Celso Garcia, Zona Leste de São Paulo

Autor: Bruno Laginhas Boriola
Orientador: Eugênio Fernandes Queiroga
Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

O trabalho tem como finalidade expor maneiras de enfrentar, por meio do desenho, a problemática encontrada em grandes cidades mundiais: o processo de degradação urbana e ambiental de regiões centrais industrializadas e consolidadas e, consecutivamente, suas tentativas de requalificação.

A região da Avenida Celso Garcia, objeto do trabalho, apresenta inúmeras tensões socioambientais e patrimoniais, que não devem ser vistas como problemas ou barreiras ao desenvolvimento sustentável da cidade. Ao contrário, podem ser fator potencializador do desenvolvimento.

O adensamento populacional da região é o fio condutor do trabalho, que considera as atividades realizadas (comércio popular, por exemplo) e a situação atual das moradias no local (cortiços e novos empreendimentos de classe média) e prevê a proteção do patrimônio histórico e da paisagem atual, a implementação de novos espaços livres públicos e de novos equipamentos para mobilidade, como um sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Aqui e Ali: um ensaio projetual sobre inclusão em Itajobi

Autor: Breno Quaioti
Orientadores: Angelo Cecco Júnior e Lucas Fehr
Universidade Presbiteriana Mackenzie
São Paulo, SP

O projeto apresenta Itajobi, uma pequena cidade do interior de São Paulo, como exemplo da atual condição de muitas cidades rurais do Brasil. Em tentativas de resolução para o déficit habitacional, a cidade ganhou loteamentos afastados do centro da cidade, sem a menor infraestrutura urbana, que acabaram por segregar a população.

A proposta, então, é de criação de um espaço público novo, que ostente equipamentos urbanos e culturais, a fim de qualificar a cidade e conectar seus habitantes.

Um parque cultural comporta uma série de pavilhões às margens do Rio Monjolinho (maior patrimônio da cidade). Interligados por uma ampla passarela elevada (uma espécie de palco para que se veja os dois lados da cidade), estes pavilhões abrigam desde um complexo de educação infantil até um conjunto cultural com o museu de Itajobi – onde serão expostos itens da história e do cotidiano da cidade. Trazer estes novos olhares para as cidades menos densas do país possibilitaria a elas especularem sobre maior pluralidade e a sua inserção no debate político.

Balneário da Foz: ensaio de arquitetura e urbanismo para o encontro dos rios Tietê e Tamanduateí

Autora: Victoria Imasaki Afonso
Orientador: Luis Antônio Jorge
Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

Como integrar as margens dos rios de São Paulo ao sistema de espaços livres da cidade? Os balneários municipais, ou complexos de piscinas públicas, são um interessante instrumento de reestruturação de frentes fluviais, seja por seu potencial de composição paisagística com os rios, seja por seu caráter fortemente igualitário e democrático. A escolha de implantar um equipamento desta tipologia no encontro dos rios Tietê e Tamanduateí, ponto marcante da hidrografia de São Paulo, busca afirmar um novo olhar sobre suas margens. Hoje ocupada por pistas de alta velocidade e taludes de concreto, esta área passaria a ser, nas palavras de Paulo Mendes da Rocha ao falar sobre sua Piscina na Praça da República, um “lugar de festa”.

A análise urbanística do lugar sugere, ainda, a possibilidade de uma intervenção mais abrangente. A proximidade ao centro da cidade e a boa oferta de transporte público contrastam com a baixa densidade habitacional e a ocupação por galpões e armazéns. Tal potencial de transformação é a base para a proposta de implantação de um alagado construído. Trata-se de um dispositivo hídrico de impacto positivo no combate às inundações e ilhas de calor da cidade. Ao ser circundado por equipamentos públicos e espaços livres, torna-se um polo de lazer, esporte e recreação.

Desenho urbano sensível às águas com foco na reabilitação do riacho Sítio dos Pintos

Autor: Jonas Bailey Athias
Orientador: Fabiano Rocha Diniz
Universidade Federal de Pernambuco
Recife, PE

O trabalho se debruça sobre a temática das águas urbanas. Através do entendimento da importância dos corpos d’água e os impactos da urbanização, buscou-se estudar conceitos que aliam a drenagem e gestão das águas urbanas ao campo conceitual de paisagismo, chegando em soluções de Desenho Urbano Sensível às Águas (DUSA) apropriadas ao contexto local.

O riacho Sítio dos Pintos, em Recife (PE), foi escolhido como objeto de estudo por se tratar de um curso d’água urbano ainda não totalmente artificializado inserido numa Unidade de Conservação da Natureza (UCN), cujo plano de manejo está sendo elaborado de modo participativo.

Tendo como base o projeto socioambiental “Paisagem, História e Cidadania Ambiental na UCN Sítio Dos Pintos”, desenvolvido pela Associação Águas do Nordeste (ANE) com os moradores, e o referencial teórico e conceitual que baseia a abordagem de DUSA, além da compreensão da paisagem, elaborou-se uma proposta de intervenção urbana-paisagística que prevê a reabilitação do riacho em suas funções no ciclo hidrológico urbano, aliada a uma proposta de requalificação das comunidades locais.

Entre trilhos e águas: um parque urbano em Moreno

Autora: Talys Napoleão Medeiros
Orientadores: Joelmir Marques da Silva e Onilda Gomes Bezerra
Universidade Federal de Pernambuco
Recife, PE

No centro da cidade de Moreno (PE), a ociosidade e a degradação do leito da antiga Estrada de Ferro Central de Pernambuco e das margens do Rio Jaboatão contrapõem-se às potencialidades identificadas nesse eixo contínuo e de localização estratégica no meio urbano.

A intervenção urbano-paisagística sugerida – um parque linear – prevê espaços livres públicos de lazer, recreação e circulação por meio de modais ativos.

Propõe-se o resgate da relação com a margem do rio, o reordenamento de ocupações irregulares, usos e dinâmicas existentes, sobretudo no pátio ferroviário, e a implantação de novas áreas de convívio e contemplação, operando uma ampla valorização do espaço público que visa à conservação urbana a partir do resgate e manutenção dos valores naturais e culturais do lugar.

Imersões Urbanas: ensaios sobre as dinâmicas da metrópole

Autor: Laura Cardone
Orientadores: Angelo Cecco e Daniel Corsi
Universidade Presbiteriana Mackenzie
São Paulo, SP

Os autores se voltaram ao centro antigo da Cidade de São Paulo, buscando interpretar duas características latentes da região: dinâmica e espaço. Assumiram como partido para o projeto, a potência e o protagonismo do pedestre e buscaram ressignificar o espaço público, por meio de três ações arquitetônicas pontuais e do caminhar entre elas. A incisão proposta na Rua Quinze de Novembro e na Ladeira General Carneiro assume o subsolo como nova possibilidade de percurso e espaço. As duas caixas móveis de vidro propostas para a Praça Antônio Prado alternam-se entre espaço térreo e espaço subterrâneo, interagindo com o caminhar e pausar do andarilho. Por último, atua-se nas fachadas dos andares ociosos do Edifício Triângulo, buscando reativá-lo como objeto de referência ao reintegrá-lo visualmente ao percurso das ruas centrais da cidade. Elementos translúcidos projetam-se sobre o térreo, transformando, não apenas o pavimento, mas também a fachada, em espaço público.

Paralelo 22

Autor: Caio Guaraná Tavares Cavalcanti
Orientadores: Diego Portas e Marina Correia
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

O projeto surge com a ideia de marcar o paralelo 22°58’08” na orla de Copacabana. Um longo e arrojado píer de 550 metros de extensão corta as areias da praia e invade o mar em três trechos.

No primeiro, um teto estreito e comprido, de 11x200 metros, gera sombra que faz um controle da escala monumental da praia. Um abrigo funciona como suporte às atividades diárias dos transeuntes.

No segundo trecho, um piso de 8x250 metros, acima do nível do mar, se estende em direção a ele, possibilitando “o estável em meio ao mutável”. No terceiro trecho, há uma plataforma flutuante de 100 metros.

Por baixo do píer, onde as areias foram escavadas, os autores criam um espaço em que a água do mar forma uma piscina em contato com as rochas.

Parklet Átomo

Autores: Gildo Santos Rodrigues, Leonardo Botene, Leonardo Carlin, Mateus Paulichen e Thiago Keltke
(Sem orientadores)
Universidade Estadual de Campinas
Campinas, SP

O Parklet Átomo busca requalificar espaços públicos perdidos das cidades brasileiras: as vagas de estacionamento nas ruas. Trata-se de um projeto replicável de mobiliário de madeira, que gera sua própria energia por meio de painéis fotovoltaicos. Organiza-se em quatro diferentes módulos de atividades: estudo, trabalho, lazer e convivência.

O primeiro módulo apresenta mesas e bancadas, dotadas de tomadas e com assentos individuais para trabalho ou estudo; o segundo, mesas com bancos alongados diante de uma lousa para oficinas, além de um jardim; o terceiro, espreguiçadeiras retráteis no chão, com dobradiças no próprio deck, que, quando abaixadas, possibilitam diversos usos como pequenos shows, projeções de tela ou pequenas exposições; o quarto e último módulo é destinado a estar e lazer, com um banco paramétrico perimetral, que ora cria pequenas espacialidades para grupos menores, ora cria um grande espaço coletivo.

O material que mais se evidencia neste projeto é a madeira. Além de ser um componente leve e fácil de lidar em obra, a madeira reflete a intenção de sustentabilidade, evidenciada pelo uso de energia solar. O projeto segue todas as normas de acessibilidade.

Parque Alberto Sampaio: (re)descobrindo o espaço público na região central de Campos dos Goytacazes

Autora: Carla Aparecida da Silva Ribeiro
Orientadora: Aline Couto da Costa
Instituto Federal Fluminense
Campos dos Goytacazes, RJ

Localizados no centro de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, o Parque Alberto Sampaio e a Ponte Leonel Brizola têm sido negligenciados pelo poder público e sofrido intervenções viárias e hidráulicas que comprometem a qualidade dos espaços. Ainda assim, o viaduto tornou-se polo da cultura urbana. Embora o parque seja adjacente à área do viaduto, a circulação entre eles é de extrema dificuldade devido à presença de um estacionamento e de quiosques.

O projeto propõe a reabilitação do parque e sua integração com a área abaixo do viaduto. A intervenção prioriza os pedestres, favorece lazer, esporte e cultura, e valoriza a paisagem.

Acredita-se que o trabalho possibilita uma reflexão sobre os problemas advindos das intervenções feitas na área e apresenta soluções que consideram a pluralidade de usos para o retorno à vivacidade do espaço.

Parque Fractal

Autor: Ivan Soares de Almeida, Ramão Camargo Machado
Orientadoras: Joani Paulus Covaleski e Verônica Garcia Donoso
Universidade Federal de Santa Maria (Campus Cachoeira do Sul)
Cachoeira do Sul, RS

O Parque Fractal faz parte de exercício projetual desenvolvido no curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) para a criação do primeiro parque urbano municipal de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, com foco na recuperação da orla no rio Jacuí e na conscientização ambiental da população local.

O título parte da ideia de que essa conscientização e harmonia com a natureza pode se dar, de forma fractal, nas partes e no todo – no indivíduo e nas sociedades.

O Projeto é elaborado a partir da exploração de duas sensações distintas: a do aberto e a do fechado. O “aberto” fica próximo à via, com traçado orgânico que direciona o pedestre para o interior do parque. Na sensação de fechado estão composições em áreas mais próximas à mata nativa, onde é possível apreciar a paisagem local de vegetação nativa.

Reestruturação da Oficina Pagu

Autor: Douglas Mendes Nascimento
Orientadora: Núbia Bernardi
Universidade Estadual de Campinas
Campinas, SP

A Oficina Pagu é um centro cultural localizado entre o centro histórico e a região portuária da cidade de Santos, em São Paulo. O projeto busca conectar o equipamento às duas regiões e torná-lo um ponto referencial e acolhedor para a população.

A ligação com o centro se dá principalmente por seu programa voltado à cultura; e, com a região portuária, pela referência da escala de seus galpões e armazéns, a materialidade dos containers e o movimento das águas e do vento.

Uma nova sede abrigará diversos tipos de atividades: cursos, eventos, festivais, exposições, ente outros. Foram considerados o fluxo de pessoas, o potencial de ruídos gerados, o número de acessos do terreno. Um volume suspenso foi concebido para criar maior permeabilidade e eixos de visão entre as três vias do entorno.

Renovação urbana de Santo Amaro do Sul

Autora: Keleen Schmidt Inácio
Orientadores: Maria Dalila Bohrer, Maturino Salvador Santos da Luz e Paulo César Filho
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

Santo Amaro do Sul é um pequeno vilarejo do Século XVIII, localizado no alto de uma colina, às margens do Rio Jacuí, no Rio Grande do Sul. Fica a 95 km da capital Porto Alegre, com acesso pela BR 290 e por navegação. Foi tombado pelo IPHAN, em 1998, por ser um dos mais significativos conjuntos urbanos de origem portuguesa no estado. A proposta do projeto é a requalificação urbana do vilarejo, contemplando o patrimônio histórico edificado e a paisagem natural, reconhecendo seu potencial turístico e buscando explorar as potencialidades do lugar.

A intervenção busca ativar a economia da região e promover a qualidade de vida da população. O plano de requalificação propõe o tratamento paisagístico da orla do Rio Jacuí e de suas conexões com a vila. Estabelece um marco de inovação contemporânea sem perder a identidade do lugar. Valoriza especialmente a Praça da Matriz, as edificações ao longo da orla e a antiga estação ferroviária. Propõe novos usos, tratamento paisagístico e a recomposição morfológica das quadras com frente para o rio. Conecta o antigo e o novo, animando e promovendo o desenvolvimento do comércio local. Configura-se uma estratégia viável para a captação de recursos para a conservação dos edifícios históricos e preservação ambiental.

Sete chaves para requalificação urbana da Av. Heitor Beltrão

Autor: Leandro Garcez Sacilotto
Orientadora: Adriana Sansão
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

A construção da linha 01 do metrô carioca na década de 1980 resultou na desapropriação de uma série de terrenos que pertencem ao Estado, estão destinados a implantação de equipamentos urbanos de uso coletivo, mas encontram-se abandonados. O projeto propõe a criação de um sistema de edificações e espaços públicos que reative a dinâmica urbana na Avenida Heitor Beltrão. A passagem do metrô sob essa via resultou em uma abrupta fragmentação da malha urbana em um trecho de aproximadamente 1 km de extensão, desconfigurando a morfologia das quadras compostas pelas vias perpendiculares à avenida.

Foram adotadas duas estratégias de planejamento urbano categorizadas pelo arquiteto espanhol Joan Busquets: a primeira, denominada edifício-chave, tem por base a construção de um edifício contemporâneo de ordem icônica, implantado sob uma área degradada da cidade, funcionando como um catalisador, aumentando o fluxo de pessoas e incentivando projetos infraestruturais e investimentos posteriores de iniciativa privada. A segunda, chamada de solo multiplicado, refere-se à criação de sobreposições de camadas de solo, dinamizando a vida urbana não apenas em um térreo, mas em uma sobreposição de usos coletivos, privados, habitacionais, institucionais entre outros.

Um ensaio sobre a cidade: viver em tempos paralelos

Autora: Giovanna Custódio
Orientadores: Angelo Cecco Júnior e Daniel Corsi
Universidade Presbiteriana Mackenzie
São Paulo, SP

Pensar o vazio como agente estruturador parece essencial em cidades que se transformaram tão rapidamente em grandes metrópoles, como São Paulo. Essa foi a premissa que levou a autora a propor a criação de três largos no centro da capital. O projeto intervém em espaços e edificações ao longo da histórica Rua São Bento, buscando ativar espaços esquecidos ou simplesmente não vistos na cidade, mediadores entre a urbe e seus habitantes.

Num primeiro exercício, propõe-se a adição de estruturas que se acoplam em duas empenas, configurando ora módulos de acesso ao público, ora varandas para os usuários dos edifícios, enquanto no térreo uma praça seca se coloca como extensão da Rua São Bento.

Outra proposta é de uma praça elevada em uma cobertura gerando nova cota pública – uma ampliação do Largo do Café. Acima dela, plataformas mecânicas configuram diferentes níveis, criando ambientes efêmeros.

Por fim, propõe-se volumes translúcidos que se movem configurando diversos espaços, interagindo com o grande painel de Maurício Nogueira Lima, no Largo São Bento.

Urbanismo Prático: micro intervenções aplicadas na Av. Assis Brasil

Autora: Carol Solaro
Orientadores: Caroline Kuhn e Daniel Pitta Fischmann
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

Por que no imaginário popular a rua simplesmente acontece? Por que continuam sendo feitas obras viárias com um desenho desqualificado e que não gera identidade? Como transformar a paisagem de uma rua? Como reinterpretar de forma mais humana uma avenida articuladora da cidade e com caráter fortemente viário? Muitas questões geraram inquietação e resultaram numa proposta de intervenção no contexto urbano consolidado, considerada pela autora “mais passível de implementação, num menor prazo”.

A avenida Assis Brasil, importante e movimentada via da zona norte de Porto Alegre, foi escolhida para os ensaios de soluções passíveis de serem replicadas, ainda que tenha sido considerada a identidade local – de quem habita, trabalha e frequenta a avenida.

O projeto propõe inúmeras micro intervenções ao longo de avenida envolvendo mobilidade, mobiliário, arborização, múltiplos usos com a requalificação dos espaços públicos pela inclusão e diversidade social e funcional.


Para saber mais sobre esta quarta edição da mostra Novos Olhares, acesse o site da ABEA em: https://www.abea.org.br/?p=2671


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