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Arquitetura, uma força global para o bem

24/08/2020
Thomas Vonier

Há apenas cinco anos, logo após o júbilo pós-COP21 e a promessa da decisão internacional sobre mudanças climáticas, muitas pessoas tinham uma nova esperança para o planeta e para a sociedade. Hoje, estamos numa situação bem diferente, com o mundo enfrentando pelo menos três desafios enormes, além da implacável crise climática global:

Infecção e doença. O mundo não está vencendo a batalha contra a pandemia do novo coronavírus e a COVID-19. A magnitude dessa crise na saúde pública global continua a crescer diariamente.

Conflitos étnicos, racismo e xenofobia. Novos níveis de agitação social, revolta política e conflitos estão sendo alimentados por profundos preconceitos humanos, desigualdades, injustiças graves e a manipulação demagógica e cínica de políticos e a intolerância e ansiedade de outros.

Extensa e profunda depressão econômica. Os orçamentos públicos e privados estão despedaçados. Muitas empresas já faliram e muitas outras irão falir em breve. O desemprego está atingindo níveis quase nunca alcançados e – até que a atual crise da saúde se resolva – não haverá o recomeço de uma atividade econômica saudável.

Neste contexto de urgência, a UIA é ainda mais importante agora do que quando foi criada pelos arquitetos em 1948. Foi um profundo ato de coleguismo entre pessoas de boa vontade, uma expressão de esperança e fé, após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Agora, como naquela época, a UIA existe para unificar nossa profissão, influenciar políticas públicas, e avançar na área de arquitetura com poder para melhorar a vida de todas as pessoas.

Os ideais dos nossos fundadores abordam cada um dos desafios que enfrentamos hoje: melhorar a saúde pública, superar os preconceitos humanos, e impulsionar a atividade econômica equitativa.

Arquitetura e urbanismo estão equilibrados para impulsionar o progresso humano muito necessário nas questões humanas, primeiramente envolvendo as importantes mudanças na forma como desenhamos e construímos. Temos a convicção de que todas as pessoas, em todos os lugares, devem ser tratadas com dignidade e respeito. Buscamos imparcialidade, igualdade e responsabilidade em um mundo urbanizado.

Exposição às perspectivas globais no ambiente construído é essencial para a educação em arquitetura. Profissionais, professores e alunos de todas as partes do mundo contribuem para nosso conhecimento e compreensão profissional. Todos somos melhores – na verdade, a arquitetura está melhor – como resultado disso.

Depois de trabalhar durante décadas em todas as partes do mundo, eu sei que arquitetos compartilham um desejo de melhorar a situação do mundo e aperfeiçoar a condição humana.

Vamos garantir que os enormes desafios que enfrentamos hoje estejam sendo bem administrados, e que nossas crises tenham vida curta. Para atingir esse resultado, cada um de nós – e as organizações que representamos – devem se unir com um único objetivo. Temos que praticar e sempre falar sobre os ideais que fazem a nossa profissão ser tão maravilhosa:

  • Tolerância e a sensação de um propósito comum que transcende todas as fronteiras.
  • Determinação para obter condições de moradia adequada para todos.
  • Dedicação para atingir progresso humano através do conhecimento.
  • Valorização e respeito pelo papel das artes e ciências.
  • Determinação para desenvolver e usar a tecnologia apropriada para as necessidades humanas.

O estatuto da UIA, escrito há cerca de 72 anos, e inalterado desde então, recorre a todos os arquitetos para serem partidários da liberdade, entendimento consciente e serviço à comunidade global. Isto permanece sendo nosso objetivo e nossa promessa.

Thomas Vonier
Presidente
União Internacional de Arquitetos (UIA)



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