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Dia Internacional dos Museus defende igualdade, diversidade e inclusão

18/05/2020

“Os museus são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes. Os museus são conceitos e práticas em metamorfose.”

Essa definição poética, feita pelo Instituto Brasileiro de Museus - Ibram, à época de sua criação, em 2009, evidencia o papel dos museus como equipamentos públicos que contribuem para o desenvolvimento dos cidadãos e das cidades, e interconectam o mundo.

E foi para chamar a atenção para essas instituições, que promovem o intercâmbio cultural e favorecem o “entendimento, a colaboração e a paz entre os povos”, que o Conselho Internacional dos Museus (ICOM), em 1977, definiu a data de 18 de maio como o Dia Internacional de Museus.

Desde então, países no mundo todo celebram a data com campanhas e promoções para incentivo à visitação. Em 2019, 37 mil museus participaram da celebração. Este ano, em atendimento às orientações de isolamento social para controle da pandemia de coronavírus, foram canceladas atividades presenciais em diversos países. Mas a data é lembrada e vários museus no mundo estão abertos para visitação virtual gratuita (ver sugestões abaixo).

O tema

O ICOM seleciona todos os anos para o Dia Internacional dos Museus um tema que esteja no centro das preocupações da sociedade. Em 2020, o tema é “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”. Para o Conselho, os museus têm valor social, são agentes de mudança e “não há tempo como o presente para demonstrarem sua relevância, engajando-se construtivamente nas realidades políticas, sociais e culturais da sociedade moderna”.

Ainda segundo o ICOM, “há muito a fazer para superar a dinâmica de poder consciente e subconsciente que pode criar disparidades dentro dos museus e entre museus e seus visitantes”. Disparidades estas relacionadas a etnia, gênero, orientação e identidade sexual, formação socioeconômica, nível de educação, capacidade física, afiliação política e crenças religiosas.

Museu Histórico Nacional – o museu popular do Brasil

O Brasil tem mais de 3 mil museus e cerca de 60 estão na cidade do Rio de Janeiro. Entre eles, o Museu Histórico Nacional que figurou como um dos maiores museus de história natural e antropologia das Américas. Fundado em 1818, como Museu Real, ocupa o palácio que foi residência da família real portuguesa no início do século 19, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938.

Rodeado pelos imensos jardins da Quinta da Boa Vista, o Museu fazia parte do programa dominical de inúmeras famílias residentes na zona norte da cidade. Seu acervo reunia mais de 20 milhões de peças, incluindo o mais antigo esqueleto humano encontrado nas Américas. Boa parte do acervo foi perdida no incêndio, de grandes proporções, que, em 2018, atingiu o museu.

Além de sua importância como patrimônio histórico e científico, o Museu Nacional é uma referência de inclusão: quase a metade de seus frequentadores vinham de classes de renda baixa (1 a 3 salários mínimos). Um dos fatores que justifica o acesso popular era a localização: a Quinta da Boa Vista é o “playground da periferia”, nas palavras da jornalista Fernanda Guedes, da área de comunicação do museu. No entorno do parque estão várias comunidades – como as da Mangueira, do Tuiuti, de São Cristóvão – e o acesso ao local é facilitado por estações de trem e metrô. O ingresso tinha valor reduzido e havia horários e dias gratuitos. Também eram frequentes as visitas de estudantes – até cinco por dia. Os alunos de escolas públicas não pagavam entrada.

Comemoração virtual

Para celebrar o Dia Internacional dos Museus em 2020, o ICOM desenvolveu uma plataforma digital para reunir atividades on-line de museus do mundo todo. Está acessível no link http://imd.icom.museum/interactive-map-time-to-announce-your-events/.

O conselho também definiu uma data alternativa para as comemorações não virtuais: de 14 a 16 de novembro - entre a Longa Noite dos Museus e o 74º aniversário do ICOM.

No Brasil, vários museus têm tours virtuais que permitem a contemplação de suas obras e de suas instalações. O Ibram, desde 2017, mantém uma parceria com o Google Arts & Culture que permite o acesso on-line a mais de vinte exposições de cinco museus, entre eles o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu Nacional.

Museu Nacional de Belas Artes

Dentre as instituições ligadas ao Ibram, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) é o que possui o maior acervo no Google (https://artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-de-belas-artes?hl=pt-br) – cerca de 2,2 mil itens. Vale conferir as exposições virtuais – “O Espaço da Arte” e “Das Galés às Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo do Museu de Belas Artes“.

A Galeria Brasileira do Século XIX, no Museu Nacional de Belas Artes
Foto: Jaime Acioli
A Galeria de Moldagens, no Museu Nacional de Belas Artes
Foto: Riotur

Museu Nacional

Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu Nacional tem oito exposições no Google Arts & Culture, que mostram 164 objetos do acervo atingido pelo incêndio em 2018. Estão lá a Luzia, esqueleto mais antigo descoberto nas Américas, o meteorito Bendegó, um dos maiores do mundo, o gigantesco Titanossauro, de 13 metros de comprimento, esculturas da Grécia e do Egito Antigo e muito mais. Confira em https://artsandculture.google.com/project/museu-nacional-restoration?e_sheets=museu-nacional-restoration%3Ao7gycd3

O Museu Nacional, no parque da Quinta da Boa Vista
Foto: Riotur
O meteorito do Bendegó, na entrada do Museu Nacional
Foto: Riotur
O esqueleto do Titanossauro, no Museu Nacional
Foto: Riotur


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