POR

LOCAL DO EVENTO

Centro do Rio, território do UIA2021RIO

Os principais eventos do UIA2021RIO, incluindo a cerimônia de abertura, serão realizados no centro do Rio de Janeiro, um local que reúne atrações diversas e algumas das mais célebres construções da cidade, representando cinco séculos de história, desde o período colonial até a contemporaneidade.

A sede do UIA2021RIO será o Pier Mauá, um conjunto histórico de armazéns portuários que foram transformados em áreas dedicadas a grandes eventos, como parte de um vigoroso projeto de revitalização e modernização da Zona Portuária do Rio de Janeiro, que fica no Centro da cidade. Chamado de Porto Maravilha, a nova região foi inaugurada para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Para a revitalização da área, um elevado (Perimetral) foi demolido e as vias do porto passaram a ser a céu aberto, ganhando novas e modernas calçadas. Além disso, foi inaugurado também para os Jogos Olímpicos o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), moderno sistema de transporte de trens de superfície que passa em frente aos pavilhões onde ocorrerá o UIA2021RIO.

A grande avenida aberta em frente ao Pier Mauá ganhou o nome de Boulevard Olímpico, virou atração turística e de lazer e abriga o maior grafite do mundo feito por um único artista gráfico, Eduardo Kobra, de São Paulo. O painel “Etnias”, de 3 mil metros quadrados, foi pintado na parede de um antigo armazém e representa cinco índios nativos de continentes diferentes: os Huli, da Oceania; os Mursi, da África; os Kayin, da Ásia; os Supi, da Europa; e os Tapajós, das Américas. Kobra realizou a obra em três meses, utilizando 3 mil latas de spray, 700 litros de tinta colorida e 1.800 litros de tinta branca para o fundo.

Museus e um cais histórico

A região do Pier Mauá abriga ainda dois museus e um centro histórico que é patrimônio mundial. O Museu de Artes do Rio (MAR) está instalado em dois prédios de perfis heterogêneos que foram interligados: o Palacete Dom João VI, eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista, originalmente um terminal rodoviário. Apresenta exposições que unificam arte histórica e contemporânea, do Brasil e do mundo. Além disso, tem um mirante que oferece uma vista deslumbrante da vizinha Praça Mauá e da Baía de Guanabara.

Já o Museu do Amanhã – projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava – tem uma proposta de super interatividade e fala de temas como mudança climática; culturas e hábitos do mundo; e a história e o futuro do nosso planeta. Hoje, o Museu do Amanhã é uma das principais atrações turísticas da região, alvo de centenas de milhares de fotos de celular que circulam pelas redes sociais.

Na área portuária encontra-se também o Cais do Valongo, numa região chamada de Pequena África. Trata-se dos restos arqueológicos de um cais histórico, descoberto em 2011 durante as obras de revitalização da zona portuária. Até o século 19, o Cais do Valongo foi um dos maiores portos de recebimento de escravos da África. Hoje o local é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

Joias da arquitetura do Rio

Muito próximo à zona portuária, no Centro do Rio, estão vários prédios significativos em termos de Arquitetura e que abrigarão atividades do UIA2021RIO.

O Palácio Gustavo Capanema, marco da arquitetura modernista mundial dos anos 40, foi projetado por um grupo de arquitetos liderados por Lucio Costa, do qual participaram Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira, Ernani Vasconcellos e Oscar Niemeyer, todos afinados com as linhas mestras do racionalismo arquitetônico e conhecedores da obra de Le Corbusier, que esteve no Brasil e deu orientações ao grupo.

O projeto do Palácio Gustavo Capanema – que irá abrigar eventos do UIA2021RIO – originalmente sediou o Ministério da Educação e Saúde. Ele reflete a tentativa do grupo de Lúcio Costa de incorporar os preceitos racionais da arquitetura corbusiana: a adoção de formas simples e geométricas, o térreo com pilotis, os terraços-jardim, a fachada envidraçada, a integração dos espaços interno e externo, o aproveitamento da ventilação e luz naturais por meio do uso de lâminas móveis e o trabalho com volumes puros, a partir do cruzamento de um corpo horizontal e de um vertical.

Nele, encontram-se obras de grandes artistas plásticos, como murais e desenhos de azulejos de Candido Portinari, esculturas de Celso Antônio, Bruno Giorgi e Jacques Lipchitz e os jardins de Burle Marx. A construção do edifício, iniciada em 1937, só foi inaugurada oficialmente em 1945, pelo presidente Getúlio Vargas.

Mais abaixo, no mapa, à beira das águas da Baia de Guanabara, está o Museu de Arte Moderna (MAM), que também abrigará eventos do UIA2021RIO. Obra do arquiteto brasileiro Affonso Eduardo Reidy, o prédio do MAM é reconhecido internacionalmente como um marco da arquitetura moderna mundial. Seus jardins foram projetados por Roberto Burle Marx, autor de todo o paisagismo do Parque Flamengo, onde o museu está situado.

O MAM teve e ainda tem um papel essencial no movimento modernista brasileiro. Seu projeto é dedicado à vanguarda e ao experimentalismo e ao longo de sua história o Museu abrigou parte considerável dos movimentos artísticos brasileiros, como o Grupo Frente (1954), o Neoconcretismo (1959), a Nova Objetividade Brasileira (1967), o Cinema Novo (anos 1960), o Cinema Marginal (anos 1970), o curta-metragismo e o documentarismo independentes (anos 1970-1980) e o Cinema Experimental Contemporâneo (anos 2000). Seu acervo tem cerca de 6.600 obras de arte modernas e contemporâneas nacionais e internacionais, e outras quase 6.600 obras da Coleção Gilberto Chateaubriand, além de 1.800 fotografias da Coleção Joaquim Paiva em comodato.

Mais próximo ao Pier Mauá, há outro edifício histórico que é o primeiro registro do estilo neoclássico no Rio de Janeiro – tendência que acabaria se popularizando na cidade, gerando casas coloniais com um tom mais cosmopolita, à moda europeia da época. Hoje ocupado pela Casa França-Brasil, o prédio foi originalmente encomendado por D. João a Grandjean de Montigny, arquiteto da Missão Artística Francesa, e teve papel relevante na História do Brasil e do Rio de Janeiro. Nele, foi instalada a primeira Praça de Comércio da cidade, em 1820. Quatro anos depois, foi transformado em Alfândega, função que exerceu até 1944.

A partir de então, foi utilizado como depósito de um banco e como sede do II Tribunal do Júri, até que em 1984 o antropólogo Darcy Ribeiro, então Secretário de Cultura do Rio de Janeiro, combinou recursos brasileiros e franceses para restaurar a construção e resgatar as linhas arquitetônicas originais projetadas por Montigny. Em 29 de março de 1990, afinal, foi inaugurada a Casa França-Brasil, que passou a desenvolver uma programação eclética, com exposições de temas variados e artistas consagrados, modernos e contemporâneos, como Juan Miró, Glauco Rodrigues, Antonio Henrique Amaral, Irmãos Campana e Niki de Saint Phalle.

A partir de 2008, após obras estruturais e de restauração, a Casa França-Brasil assumiu nova missão institucional e linha curatorial, focadas na arte e cultura contemporâneas. A Casa hoje é referência em arte contemporânea, além de oferecer cursos, seminários e ciclos de palestras. A instituição possui sala de leitura e disponibiliza ao público, para consulta no local, um acervo diversificado de catálogos e livros de arte contemporânea. Tombado pelo patrimônio histórico e artístico nacional, o prédio conta ainda com mobiliário original criado pelo designer Gringo Cardia.



Realização

Promoção

Parceiros Institucionais

Apoio Institucional

Parceiro em Artigos & Projetos

Parceiro de Mídia

Agência de Viagens

Expo

Produção

Secretaria Executiva