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Maré-Cidade: Segundo Lugar

Autor: Xiangru Zhao
Coautores: Yipin Wang e Liyuan Liu
Beijing University of Civil Engineering and Architecture (Universidade de Engenharia Civil e Arquitetura de Beijing)
Orientador: Zhongqi Ren
Beijing, China

Vamos deixar a convecção começar

Nosso conceito é “Vamos deixar a convecção começar”. Vemos a região da Maré como parte inseparável da cidade. Observamos que, infelizmente, algumas atividades criativas e energéticas que desapareceram da região central da cidade ainda são prevalentes na Maré, como o samba de rua, a música rap experimental e concursos folclóricos, que diferenciam o Rio de Janeiro de outras cidades. Gostaríamos que a cultura da Maré se espalhasse, e que pessoas de áreas urbanas pudessem também ir até a Maré para vivenciar a cultura local. Pessoas indo e vindo, trocas econômicas e culturais entre cidades e favelas. Chamamos isto de “convecção”. Tentamos motivar esta relação simbólica fornecendo instalações para pessoas da Maré, assim como de fora da Maré, na área industrial que foi deteriorando gradativamente.

Sugerimos cincos acessos conectando as favelas, a região e seus bairros, onde escolhemos os principais nós para ativar toda a convecção. Primeiramente, sugerimos transformar cinco diferentes fábricas perto das favelas em centros culturais e educacionais, integrando o poder público para desenvolver e demonstrar as preciosas peculiaridades da Maré. Com os cinco acessos, as pessoas morando na vizinhança serão atraídas aos centros, levando ao desenvolvimento dos espaços públicos ao longo dos acessos. Com o crescimento dos espaços públicos e sua interconexão, toda a região não terá mais aquela velha imagem de como era conhecida, mas será um rótulo brilhante do Rio de Janeiro.

O plano de renovação começa com a análise das fábricas existentes no local. Descobrimos que, de acordo com a condição das fábricas, elas podem ser divididas em três categorias. As fábricas na região leste são de grande escala e sua estrutura precisa ser fortalecida. Mais da metade das fábricas na região central são fábricas longas e estreitas e a maioria está vazia. Na região oeste, temos lojas e hotéis, mas são separadas pela Avenida Brasil. Analisamos as condições e planejamos três diferentes estratégias de renovação para as três regiões. As fábricas de grande escala são planejadas para serem o centro, contendo muitas pessoas. Poderiam ser facilmente reconhecidas da Avenida Brasil. As fábricas compridas e estreitas serão transformadas em residências para haver mais espaço público. Na região oeste, teríamos passarelas para pedestres e motos para conectar os dois lados, criando, ao mesmo tempo, uma praça pública.

Com a finalização das residências nas fábricas em fileiras, os residentes podem se mudar para suas casas novas e seguras, enquanto a casa original da favela poderia ser liberada para a abertura de mais espaços públicos na Maré. Isto aumentaria o espaço ao longo dos acessos, onde poderiam ser criadas mais atividades. Alguns desses espaços poderiam ser usados como mercados ou feiras e atividades comerciais, e, assim, as ruas não seriam mais ocupadas. Outros poderiam ser transformados em uma praça de música, onde músicos poderiam lançar suas obras. Os turistas e os vizinhos também fazem parte da cena de harmonia.

Também tentamos muitas maneiras para minimizar os efeitos no ambiente. Os centros seriam todos reformados e não reconstruídos, mantendo sua condição original, apenas fortalecendo a estrutura. A estrutura proposta é em módulos e pode ser usada na maioria das fábricas. Acreditamos que um pequeno voo de borboleta pode causar uma enorme convecção na cidade.

Transformaremos o ambiente existente melhorando de maneira substancial a qualidade da Maré em termos de educação, transporte e habitação. Esperamos promover a relação cultural, regional e econômica entre a Maré e outros locais. Vamos deixar a convecção começar.



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